Caso Rubinho completa um mês: relembre a cronologia da morte do engenheiro após festa de São João na PB até a denúncia na Justiça
22/07/2026
(Foto: Reprodução) Caso Rubinho: Justiça aceita denúncia contra dois acusados
Um mês após a morte do engenheiro Rubens Fernandes, conhecido como "Rubinho", o caso avança na Justiça. O engenheiro foi morto a tiros após deixar uma festa privada em Lagoa Seca, no Agreste da Paraíba, na noite de 21 de junho.
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O homem apontado pela investigação como autor dos disparos, Christian Dantas, e a namorada dele, Larissa Leal, tornaram-se réus após a Justiça da Paraíba aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). A decisão é da juíza Flávia de Souza Baptista.
O g1 reuniu os principais desdobramentos do caso desde o crime e explica em que etapa está o processo criminal contra o casal. Veja abaixo.
A morte
Engenheiro foi morto a tiros após briga em festa de São João no Agreste da Paraíba
Reprodução / TV Cabo Branco
A vítima, que era natural de Guarabira, foi identificada como Rubens Fernandes, de 29 anos. Ele foi atingido por um tiro no coração.
De acordo com o delegado Ramirez Almeida, que investigou o caso, vítima e suspeito se envolveram em uma discussão durante o evento. O desentendimento, segundo a polícia, foi motivado por ciúmes, já que a namorada de Cristian é ex-companheira da vítima.
Segundo o delegado, após a briga, Rubens deixou o evento com amigos. Cerca de 20 minutos depois, ainda no estacionamento, o suspeito foi até o próprio carro, pegou uma arma e atirou contra a vítima.
Rubens foi socorrido por uma ambulância particular e levado ao Hospital de Trauma de Campina Grande. Ele passou por procedimentos médicos de emergência, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu.
Cristian Dantas também ficou ferido durante a briga. Após ser preso, ele foi levado ao Hospital de Trauma para atendimento médico e, em seguida, encaminhado à Central de Polícia e preso. Em depoimento, segundo a polícia, o suspeito ficou em silêncio.
O suspeito foi autuado em flagrante por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por emboscada, o que impossibilitou a defesa da vítima, e também pelas lesões corporais praticadas contra a namorada da vítima e sua irmã. A arma utilizada no crime foi apreendida.
Família descreveu choque após crime
Pais de engenheiro morto a tiros após briga em festa de São João na PB falam sobre trauma da família: “Dor que ultrapassa todos os limites”
Reprodução / TV Cabo Branco
A família do engenheiro civil Rubens Fernandes afirmou estar “dilacerada” com o crime. O primo da vítima, Fábio Meireles, relatou à imprensa o impacto da morte na família e destacou o perfil de Rubens,
Ele o descreveu como trabalhador e sem conflitos anteriores. Ele também afirmou que a família pretende buscar responsabilização judicial pelo caso.
“A morte de Rubinho deixou a família dilacerada. Rubinho era uma pessoa do bem, jovem trabalhador, engenheiro civil. Ia fazer, agora em agosto, 30 anos. Não tinha contenda com ninguém, calmo, pacato. Embora a família esteja, neste momento, consternada, iremos tomar todas as medidas necessárias que a Justiça permite para que esse crime não fique impune”, disse o primo.
O velório de Rubinho aconteceu no dia 21 de junho, na Câmara Municipal de Guarabira, e reuniu centenas de pessoas entre familiares, amigos e moradores da cidade, onde a vítima nasceu e vivia.
Imagens mostram briga sem Rubinho antes da morte
Caso Rubens Fernandes: vídeo mostra briga antes do crime
Imagens de uma câmera de segurança mostram uma briga ocorrida antes da morte do engenheiro civil Rubens Fernandes. De acordo com a família da vítima, o engenheiro não estava envolvido no trecho da briga registrado no vídeo e aparece segundos após a confusão.
Pelas imagens, é possível notar que o suspeito, Cristian Dantas, se envolve em uma briga com outro homem. Duas mulheres também aparecem na discussão, uma delas é irmã da namorada de Rubens Fernandes.
De acordo com Rayssa Fernandes, irmã de Rubens, o irmão aparece no vídeo após a briga, de boné, sem se envolver nesta discussão, para retirar a namorada do local, que estaria próxima ao desentendimento.
Denúncia do MP aceita pela Justiça
Suspeito de matar homem em estacionamento de festa foi identificado como Cristian Dantas
Reprodução / TV Cabo Branco
No dia 16 de julho, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) ofereceu a denúncia formal contra Christian e também contra Larissa. Conforme o órgão, Christian foi o executor do crime e Larissa participou do crime ao "instigar" o namorado e prestar auxílio material.
A denúncia atribui aos dois o crime de homicídio qualificado por motivo fútil, com emprego de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. Christian também foi denunciado por lesão corporal, por agredir a noiva e a cunhada de Rubens no dia do crime, e por porte ilegal de arma de fogo.
Para aceitar a denúncia e tornar ambos réus, a juíza considerou que há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria do crime. A decisão cita testemunhas que teriam visto o suspeito buscar a arma no carro e atirar no peito da vítima após uma briga.
Também na denúncia, a magistrada menciona indícios de que Larissa teria instigado Christian e que a arma utilizada estava guardada em seu veículo.
A decisão também determinou que o caso siga para segredo de justiça, porque foi argumentado que os réus sofreram "linchamento virtual", discursos de ódio e ameaças reais de morte em redes sociais.
Ambos foram citados para para apresentar resposta à acusação por escrito no prazo de 10 dias.
O g1 entrou em contato com a defesa de ambos os investigados após os dois virarem réus. O advogado Júnior Moura, que representa Larissa Leal, disse que não foi informado oficialmente da decisão e aguarda para se pronunciar nos autos. A defesa de Christian ainda não respondeu até a última atualização desta reportagem.
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